Você começou a ganhar mais com seus projetos, recebe tudo na pessoa física e já entendeu que o imposto de renda pode pesar.
Ou alguma construtora ou empresa para quem você presta serviço exigiu abertura de CNPJ e emissão de nota fiscal.
Nesse momento, a dúvida é bem objetiva: abrir empresa no Simples Nacional para arquitetos ajuda a pagar menos imposto ou pode sair mais caro do que continuar na pessoa física?
A Adc Tec é uma Contabilidade especializada em arquitetos e vamos ajudar você a entender quais são os impostos no Simples e quando este regime vale a pena.
Arquiteto pode optar pelo Simples Nacional? Quem tem direito ao regime?
Sim, arquiteto pode optar pelo Simples Nacional.
O arquiteto não pode ser MEI, então o caminho é abrir um CNPJ para arquiteto e, junto com a contabilidade, fazer a opção pelo Simples.
Esse regime foi pensado justamente para negócios menores, como escritórios de arquitetura que ainda estão em fase de crescimento, e permite que você recolha vários impostos em uma guia única.
Abrir CNPJ e entrar no Simples Nacional vale a pena para quem hoje atua como autônomo?
Como autônomo, você recebe tudo na pessoa física, cai na tabela progressiva do Imposto de Renda, paga ISS à parte e ainda contribui para o INSS como contribuinte individual.
Quando abre CNPJ e entra no Simples, o imposto passa a incidir sobre o faturamento da empresa em uma alíquota única, você define um pró-labore e pode receber o restante como lucro, com outra forma de tributação.
Vale olhar essa migração com cuidado quando você já está recebendo com frequência, tem medo do IR pesar na declaração ou quando uma empresa exige nota fiscal e CNPJ para continuar trabalhando com você.
Leia mais: Quais são os impostos para arquitetos autônomos?
Quanto o arquiteto paga de imposto no Simples Nacional?
Para serviços de arquitetura, a legislação coloca sua atividade em dois anexos ao mesmo tempo: Anexo III e Anexo V.
A faixa em que você cai depende do Fator R, que é a relação entre folha de pagamento (incluindo pró-labore) e faturamento dos últimos 12 meses.
Os números gerais são estes:
- No Anexo III, as alíquotas vão de 6% a 33% sobre a receita bruta, com faixas intermediárias e uma parcela fixa a deduzir em cada uma.
- No Anexo V, as alíquotas começam em 15,5% e podem chegar a 30,5%, também com faixas e deduções próprias.
Como calcular, na prática, o imposto de um arquiteto no Simples Nacional?
Na prática, você não precisa decorar fórmula nenhuma. O raciocínio é esse:
- Você soma quanto sua empresa faturou nos últimos 12 meses
- Olha em qual faixa da tabela do Simples esse valor se encaixa
- Aplica o percentual daquela faixa em cima do faturamento do mês
Para ficar mais claro, pense em um exemplo.
Imagina que seu escritório de arquitetura faturou R$ 20 mil por mês nos últimos 12 meses. Na conta anual, isso dá algo perto de R$ 240 mil de faturamento.
Nessa faixa, é comum um arquiteto no Simples trabalhar com um percentual em torno de 6% a 8% sobre o faturamento, quando está na tabela mais vantajosa para serviços.
Então, com um faturamento de R$ 20 mil no mês, o imposto ficaria mais ou menos assim:
- Faturamento do mês: R$ 20.000
- Percentual aproximado do Simples: 7% (exemplo)
- Imposto no mês: R$ 1.400
Se o seu faturamento sobe muito e sua folha é baixa, esse percentual tende a aumentar.
Se você tem uma estrutura de folha compatível com o tamanho do escritório, dá para ficar em faixas mais leves da tabela.
O ponto central é: não existe um número único para todo mundo.
O que a contabilidade faz é usar seus 12 meses de faturamento, ver em qual faixa você está e te mostrar, na prática, quanto isso representa em dinheiro todo mês.
Quando o Simples Nacional realmente vale a pena para arquitetos?
Simples começa a fazer sentido quando ele encaixa no tamanho do seu escritório e no jeito como você trabalha.
Em geral, o Simples Nacional para arquitetos tende a ser muito interessante quando:
- Você está em fase de estruturação ou crescimento, ainda dentro de uma faixa de faturamento mais baixa;
- Mantém uma estrutura mínima de folha compatível com a realidade do negócio, o que ajuda a ter um Fator R mais saudável;
- Precisa de previsibilidade de caixa e não quer lidar com vários impostos separados, cada um com uma guia diferente.
Nessa combinação, o Simples entrega três coisas importantes: alíquota competitiva, modelo de recolhimento mais simples e custo de conformidade menor em relação a regimes mais complexos.
Quando o escritório começa a crescer forte, o faturamento sobe de patamar, a folha continua muito enxuta e o Fator R fica baixo, o cenário muda.
A empresa passa a trabalhar nas faixas mais altas, muitas vezes pelo Anexo V, com alíquotas que podem ficar pesadas.
Nesse ponto, vale sim comparar com o Lucro Presumido, que costuma trabalhar com uma combinação de IRPJ, CSLL, PIS, Cofins e ISS que, em determinados perfis, pode resultar em percentual semelhante ou até menor do que o Simples.
Com a reforma tributária, o que muda no Simples Nacional para arquitetos?
A reforma tributária que criou o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), regulamentada por leis como a LC 214/2025, mexeu na base dos tributos sobre consumo no Brasil.
PIS e Cofins serão substituídos pela CBS, e ICMS e ISS caminham para ser incorporados no IBS, com um período de transição que começa em 2026 e se estende por vários anos.
O Simples Nacional foi mantido. Micro e pequenas empresas continuam com a possibilidade de recolher tributos de forma unificada.
A grande novidade é o chamado regime híbrido.
Nesse modelo, empresas do Simples podem continuar recolhendo boa parte dos tributos dentro do regime, mas passam a interagir com o sistema de créditos de IBS e CBS quando se relacionam com empresas que não estão no Simples.
Para você, arquiteto, isso significa duas coisas:
- O Simples continua disponível, mas a forma como seus clientes enxergam a tributação da sua nota muda, principalmente quando falamos de construtoras, incorporadoras e empresas maiores que vão buscar crédito de IBS e CBS.
- A discussão deixa de ser só “quanto eu pago de imposto” e passa também por “como minha empresa se encaixa na nova lógica de créditos e débitos desses tributos ao longo da cadeia”.
Como a transição é longa, o ponto crítico é ter alguém olhando esse assunto com antecedência, para você não descobrir, lá na frente, que ficou menos competitivo em relação a outros prestadores.
Na Adc Tec, ao abrir o CNPJ, já fazemos o planejamento tributário de modo a considerar os impactos da reforma tributária no seu modelo de negócio.
Em que momento o arquiteto deve pensar em sair do Simples e avaliar outros regimes?
Você não espera chegar no limite do Simples para começar a pensar em outro regime. Quando chega em R$ 4,8 milhões, na prática, a decisão já está atrasada.
Os sinais aparecem antes:
- Quando o faturamento anual começa a passar da casa do milhão e o escritório quase não tem folha registrada, a carga do Simples, principalmente no anexo mais pesado, tende a ficar alta demais em relação ao que você poderia pagar no Lucro Presumido.
- Quando, mesmo com faturamento menor, você percebe que o percentual de imposto sobre o faturamento está ficando cada vez maior, mês após mês, é outro alerta para simular cenários fora do Simples.
- Quando o perfil de cliente muda e você passa a atender construtoras, incorporadoras e empresas que olham linha por linha de crédito de tributos, o regime tributário passa a impactar também sua competitividade, não só o seu caixa.
Ou seja, a pergunta não é “quando eu sou obrigado a sair do Simples?”, e sim “a partir de que ponto continuar no Simples deixa de ser inteligente para o meu escritório?”.
A resposta vem com simulação: colocar lado a lado quanto você paga hoje no Simples e quanto pagaria, com a mesma realidade de faturamento e folha, em outro regime.
É esse tipo de análise que precisa entrar na rotina muito antes de você encostar no teto.
Como uma contabilidade especializada em arquitetos ajuda você a pagar menos imposto no Simples Nacional?
Uma Contabilidade especializada em arquitetos vai entender quanto você fatura, como cobra pelos projetos, quanto paga de folha e pró-labore e qual é o seu perfil de cliente.
A partir daí, a contabilidade:
- Calcula quanto você está pagando hoje no Simples e qual percentual isso representa do seu faturamento;
- Verifica se o seu enquadramento está correto e se o Fator R está sendo apurado da forma certa;
- Simula cenários com ajustes de folha e pró-labore, quando fizer sentido, para aproveitar as faixas mais vantajosas;
- Compara o Simples com outros regimes, pensando no crescimento do escritório e na reforma tributária.
Se você já abriu empresa porque um cliente exigiu CNPJ, ou se está saindo da pessoa física e tem medo de escolher errado, entre em contato com a AdcTec para fazer essa análise com calma.